Um idioma
Vários sotaques, muitas pronúncias
Para alguns um x no lugar do s
Para outros lh na galinha
Um r bastante puxado
E até um t seco para titia
Mas em qualquer lugar deste país
De norte a sul
Amazônia ou Agreste
Pode vir de onde vier
E ter até um resquício estrangeiro
Falado ou escrito, já na escola aprendemos a língua pátria
O bom e velho português brasileiro
Agora, um novo começo
Novas regras para escrever
Sem trema, com hífen, junto ou separado
Uma vida para aprender e três anos esquecer
Nada de encher lingüiça com palavras estrangeiras
O alfabeto já não tem preconceito de letras
E se tantas mudanças causam enjôo
Pode começar a se acostumar com a nova língua portuguesa
Tudo em nome da igualdade
Oito países unindo-se em prol do entendimento verbal
Regras que entram, regras que saem
Moçambique, Cabo Verde, Timor Leste e Portugal
Alguns já parecidos na cultura, outros bem longe do mundo verde e amarelo
Mas ninguém desiste de mostrar o que é real
Podem pintar esse país de outras cores
Reformarem a nossa Língua uma vez, duas ou mil
Regra nenhuma mudará este jeitinho
Que só se encontra no português do Brasil.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Esperança Renovada
Regina era uma jovem bonita e simpática. Sempre com um sorriso no rosto, não tinha vergonha de mostrar a felicidade que sentia em sua vida simples e agitada. Todos os dias, ela voltava do trabalho pensando em sua rotina, suas paixões e sonhando com o futuro.
Nada de sonhos impossíveis. Queria uma vida feliz ao lado de uma família, com marido, filhos e netos. Ficava imaginando um domingo na casa dos pais, viagens aventureiras nos feriados prolongados, uma casa simples e organizada. Mas acima de tudo, Regina queria uma vida com saúde e sentimentos sinceros.
Desde pequena, aprendera a conversar com Deus. Em silêncio. E fazia isso todos os dias, principalmente quando estava sozinha. Falava com intimidade, contava seus planos para o dia, os desejos do seu coração e até desejava bom-dia, boa-tarde e boa noite. Quando lhe acontecia algo inusitado, olhava para cima, sorrindo, e dizia: Viu, meu Deus, como eu lido com essa situação?
E era essa fé que impulsionava a sua vida.
E sempre pensava neste Deus como se fosse apenas dela. Ela bem sabia que isso não era verdade, mas quando ouvia os jornais ou lia em uma revista tantas coisas horríveis acontecendo, pensava consigo mesmo: Isso tudo acontece por que as pessoas não querem saber de Deus! Ela tinha certeza que, se todos tivessem a mesma crença que ela, nada de ruim aconteceria neste mundo tão violento e cheio de maldade.
Em uma quinta-feira que parecia normal como tantas outras, Regina voltava para casa no fim do dia. Entrou no ônibus das 18h, lotado. A maioria das pessoas nem lhe olhava nos olhos e, as que ainda levantavam o rosto, apenas lhe atiravam um olhar fatigado e bastante stressado.
Ela procurou o lugar mais folgado para encostar e lá ficou, escutando a rádio que tocava uma música internacional no celular e tentando buscar as coisas boas que tinham lhe acontecido ao longo do dia. Assim, ela não pensava em coisas ruins e fingia que não percebia as pessoas que passavam, no corredor do ônibus, empurrando sem pedir desculpas e levando sua bolsa até a terceira cadeira da esquerda.
De repente, vindo de algum lugar lá da frente, uma voz alta. Melhor, uma voz gritando, pedindo a atenção de todos. Era um rapaz magro, baixo, aparentando ter uns 26 anos. A aliança na mão esquerda mostrava que já era um chefe de família. Sorriso pequeno, mas de voz forte e altiva, começou a falar de Deus sem medo, sem vergonha e com muita paixão em suas palavras. Não se preocupou, nem por um minuto, se alguém ali queria escutar o que ele ia dizer, a sua missão era falar, falar e falar.
Regina, do seu canto, nada falou. Tirou o fone do ouvido para escutar aquele rapaz. No início, mais por respeito que por interesse em saber do que se tratava. Alguns minutos depois, já não conseguia tirar os olhos dele, mas não por causa do conteúdo de sua fala, mas simplesmente por sua coragem em falar.
Ali, no meio de tanta gente, a maioria nem um pouco preocupado com suas crenças, outros reclamando em voz baixa; houve quem comentasse que era algo bom que ele fazia, mas achava inconveniente; poucos lhe olhavam nos olhos e sacudia a cabeça, concordando com suas palavras.
Nada de sonhos impossíveis. Queria uma vida feliz ao lado de uma família, com marido, filhos e netos. Ficava imaginando um domingo na casa dos pais, viagens aventureiras nos feriados prolongados, uma casa simples e organizada. Mas acima de tudo, Regina queria uma vida com saúde e sentimentos sinceros.
Desde pequena, aprendera a conversar com Deus. Em silêncio. E fazia isso todos os dias, principalmente quando estava sozinha. Falava com intimidade, contava seus planos para o dia, os desejos do seu coração e até desejava bom-dia, boa-tarde e boa noite. Quando lhe acontecia algo inusitado, olhava para cima, sorrindo, e dizia: Viu, meu Deus, como eu lido com essa situação?
E era essa fé que impulsionava a sua vida.
E sempre pensava neste Deus como se fosse apenas dela. Ela bem sabia que isso não era verdade, mas quando ouvia os jornais ou lia em uma revista tantas coisas horríveis acontecendo, pensava consigo mesmo: Isso tudo acontece por que as pessoas não querem saber de Deus! Ela tinha certeza que, se todos tivessem a mesma crença que ela, nada de ruim aconteceria neste mundo tão violento e cheio de maldade.
Em uma quinta-feira que parecia normal como tantas outras, Regina voltava para casa no fim do dia. Entrou no ônibus das 18h, lotado. A maioria das pessoas nem lhe olhava nos olhos e, as que ainda levantavam o rosto, apenas lhe atiravam um olhar fatigado e bastante stressado.
Ela procurou o lugar mais folgado para encostar e lá ficou, escutando a rádio que tocava uma música internacional no celular e tentando buscar as coisas boas que tinham lhe acontecido ao longo do dia. Assim, ela não pensava em coisas ruins e fingia que não percebia as pessoas que passavam, no corredor do ônibus, empurrando sem pedir desculpas e levando sua bolsa até a terceira cadeira da esquerda.
De repente, vindo de algum lugar lá da frente, uma voz alta. Melhor, uma voz gritando, pedindo a atenção de todos. Era um rapaz magro, baixo, aparentando ter uns 26 anos. A aliança na mão esquerda mostrava que já era um chefe de família. Sorriso pequeno, mas de voz forte e altiva, começou a falar de Deus sem medo, sem vergonha e com muita paixão em suas palavras. Não se preocupou, nem por um minuto, se alguém ali queria escutar o que ele ia dizer, a sua missão era falar, falar e falar.
Regina, do seu canto, nada falou. Tirou o fone do ouvido para escutar aquele rapaz. No início, mais por respeito que por interesse em saber do que se tratava. Alguns minutos depois, já não conseguia tirar os olhos dele, mas não por causa do conteúdo de sua fala, mas simplesmente por sua coragem em falar.
Ali, no meio de tanta gente, a maioria nem um pouco preocupado com suas crenças, outros reclamando em voz baixa; houve quem comentasse que era algo bom que ele fazia, mas achava inconveniente; poucos lhe olhavam nos olhos e sacudia a cabeça, concordando com suas palavras.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Esperança Renovada - Continuação
Tempo depois, do outro lado do ônibus, uma garota. Sentada em uma cadeira alta, pediu licença para também se apresentar e olhou diretamente para o rapaz que, agora todos já sabiam, chamava-se Abraão. Ela disse que Deus a pediu para ler um versículo naquele momento e, com a Bíblia em suas mãos, começou a pronunciar algum livro do Novo Testamento.
Aquilo foi demais para Regina. Ela sorria e pensava se aquilo estava acontecendo mesmo, pois não se lembrava de já ter vivido algo parecido. Ela sempre ouvia histórias de assalto em ônibus e, bem sabia, que algum dia podia acontecer quando ela estivesse indo ou voltando para o local de trabalho. Ouvia também histórias de bêbados loucos, casais que se desentendiam, cobradores que brigavam com passageiros, mas... aquilo? As pessoas falando de Deus, falando naturalmente de Deus? Nem parecia verdade.
Por um instante, teve medo que pensassem que aquele sorriso que lhe escapava fosse por ironia, mas não conseguia conter. Era uma mistura de surpresa e felicidade. Regina ia poder contar uma história boa quando chegasse em casa e, melhor, após um dia tão cansativo, teve a oportunidade de viver um momento de concentração espiritual por alguns minutos.
Era como se ela não estivesse em um ônibus, mas em uma Igreja. E lembrou-se do ditado que casava com aquela sensação: “Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé”. Perfeito!
Assim, ela permaneceu em silêncio por toda a viagem. Antes de o rapaz descer, ele fez uma oração e pediu que todos o acompanhassem. Regina apenas fechou os olhos. A viagem seguiu ainda por alguns minutos, mas já sem a discussão religiosa que fizera parte até aquele momento.
Então, ainda refletindo sobre o que acabara de presenciar, Regina se perguntou se ela teria reagido conforme a vontade de Deus. Será que Ele queria que ela também levantasse a mão, lesse algum capítulo da Bíblia, desse algum testemunho ou simplesmente olhasse nos olhos daquelas pessoas e agradecesse por aqueles instantes de reflexão?
Um sentimento de culpa lhe invadiu. E logo se foi. Ela percebeu que, na verdade, Deus só queria lhe mostrar que ainda existem pessoas que não perderam a fé, que o mundo ainda pode encontrar um caminho melhor para seguir e, o mais importante, que ainda existe gente estranha, que cruza o caminho das pessoas, apenas para fazer o bem.
Naquele dia, Regina voltou para casa como todos os outros dias. Mas com a esperança de um mundo melhor renovada. Como nunca imaginara possível.
Aquilo foi demais para Regina. Ela sorria e pensava se aquilo estava acontecendo mesmo, pois não se lembrava de já ter vivido algo parecido. Ela sempre ouvia histórias de assalto em ônibus e, bem sabia, que algum dia podia acontecer quando ela estivesse indo ou voltando para o local de trabalho. Ouvia também histórias de bêbados loucos, casais que se desentendiam, cobradores que brigavam com passageiros, mas... aquilo? As pessoas falando de Deus, falando naturalmente de Deus? Nem parecia verdade.
Por um instante, teve medo que pensassem que aquele sorriso que lhe escapava fosse por ironia, mas não conseguia conter. Era uma mistura de surpresa e felicidade. Regina ia poder contar uma história boa quando chegasse em casa e, melhor, após um dia tão cansativo, teve a oportunidade de viver um momento de concentração espiritual por alguns minutos.
Era como se ela não estivesse em um ônibus, mas em uma Igreja. E lembrou-se do ditado que casava com aquela sensação: “Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé”. Perfeito!
Assim, ela permaneceu em silêncio por toda a viagem. Antes de o rapaz descer, ele fez uma oração e pediu que todos o acompanhassem. Regina apenas fechou os olhos. A viagem seguiu ainda por alguns minutos, mas já sem a discussão religiosa que fizera parte até aquele momento.
Então, ainda refletindo sobre o que acabara de presenciar, Regina se perguntou se ela teria reagido conforme a vontade de Deus. Será que Ele queria que ela também levantasse a mão, lesse algum capítulo da Bíblia, desse algum testemunho ou simplesmente olhasse nos olhos daquelas pessoas e agradecesse por aqueles instantes de reflexão?
Um sentimento de culpa lhe invadiu. E logo se foi. Ela percebeu que, na verdade, Deus só queria lhe mostrar que ainda existem pessoas que não perderam a fé, que o mundo ainda pode encontrar um caminho melhor para seguir e, o mais importante, que ainda existe gente estranha, que cruza o caminho das pessoas, apenas para fazer o bem.
Naquele dia, Regina voltou para casa como todos os outros dias. Mas com a esperança de um mundo melhor renovada. Como nunca imaginara possível.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Vida
E a vida, o que é?
Um ser que respira. Um sonho. Um mistério.
Fenômeno que anima a matéria.
Ou como diz a canção, é a batida de um coração.
É bonita.
Diga agora meu irmão, que valor essa vida tem!
Vale os dois reais que o "cara" do ônibus não tinha para dar.
Vale o medo da mãe que não quis assumir a gravidez inesperada.
Vale o "não insuportável" que o namorado não conseguiu aceitar.
Vale um tênis, um celular, uma vaga no estacionamento.
Essa vida, meu irmão, não vale nada.
Pode ser levada por um desocupado que queria ocupar seu tempo "brincando" de polícia e bandido.
Estudar para ter uma profissão e um futuro melhor pode vir a ser o motivo que "alguém" encontrou para lhe tirar o direito de curtir os benefícios desta escolha.
Egoísmo. Inveja. Vingança. Doença. Desigualdade social.
Sempre tem um motivo "justificável" para pôr fim a uma vida.
As pessoas hoje são tidas como meros figurantes da vida real.
A qualquer momento podem desaparecer depois de um tiro perdido, ser alvo do incoformismo, vítima do desequilíbrio ou parte de um plano que deu errado. E daí? Assim como nos filmes, os figurantes entram e saem de cena sem que ninguém da platéia sinta falta. A única coisa que importa é a história principal, a história em que o telespectador é o próprio protagonista.
Esta vida, meu irmão, que um dia ouviu-se dizer que não tinha dinheiro que comprasse, hoje ela pode ser perdida de graça.
Estamos em guerra!
Mas já não guerreamos para defender a nossa pátria. O importante agora é nos defender.
Se um dia lutamos para proteger os nossos iguais, hoje a luta é para nos proteger destes iguais, que caçam e matam por qualquer motivo. Ou melhor, sem motivo algum.
A vida, meu irmão, continua bonita. A batida do coração é que já não é como antes.
É uma doce ilusão. É sorte. Lamento.
Um ser que respira. Um sonho. Um mistério.
Fenômeno que anima a matéria.
Ou como diz a canção, é a batida de um coração.
É bonita.
Diga agora meu irmão, que valor essa vida tem!
Vale os dois reais que o "cara" do ônibus não tinha para dar.
Vale o medo da mãe que não quis assumir a gravidez inesperada.
Vale o "não insuportável" que o namorado não conseguiu aceitar.
Vale um tênis, um celular, uma vaga no estacionamento.
Essa vida, meu irmão, não vale nada.
Pode ser levada por um desocupado que queria ocupar seu tempo "brincando" de polícia e bandido.
Estudar para ter uma profissão e um futuro melhor pode vir a ser o motivo que "alguém" encontrou para lhe tirar o direito de curtir os benefícios desta escolha.
Egoísmo. Inveja. Vingança. Doença. Desigualdade social.
Sempre tem um motivo "justificável" para pôr fim a uma vida.
As pessoas hoje são tidas como meros figurantes da vida real.
A qualquer momento podem desaparecer depois de um tiro perdido, ser alvo do incoformismo, vítima do desequilíbrio ou parte de um plano que deu errado. E daí? Assim como nos filmes, os figurantes entram e saem de cena sem que ninguém da platéia sinta falta. A única coisa que importa é a história principal, a história em que o telespectador é o próprio protagonista.
Esta vida, meu irmão, que um dia ouviu-se dizer que não tinha dinheiro que comprasse, hoje ela pode ser perdida de graça.
Estamos em guerra!
Mas já não guerreamos para defender a nossa pátria. O importante agora é nos defender.
Se um dia lutamos para proteger os nossos iguais, hoje a luta é para nos proteger destes iguais, que caçam e matam por qualquer motivo. Ou melhor, sem motivo algum.
A vida, meu irmão, continua bonita. A batida do coração é que já não é como antes.
É uma doce ilusão. É sorte. Lamento.
domingo, 19 de outubro de 2008
Ser feliz é uma escolha
Uma vida, várias escolhas
Assim acontece com todas as pessoas
A todo o momento fazemos escolhas, decidimos um caminho
O prato do dia, a roupa para vestir, o que vamos fazer no minuto seguinte
Nós temos a opção de escolher as pessoas com quem vamos conviver
A carreira que queremos seguir
Nós escolhemos os nossos amigos
Optamos por nossos objetivos
Lutamos por nossos sonhos
Porém, a maior escolha que fazemos é a de ser feliz
E esta, talvez, seja a escolha mais difícil
Superar as dificuldades
Vencer os momentos difíceis
Acreditar no amanhã
Ser forte apesar de tudo
Às vezes olhamos para algumas pessoas e desejamos sentir a mesma felicidade
Mas quem foi que disse que na vida destas pessoas só acontecem coisas boas?
Ou será que elas nunca perderam um ente querido?
Nunca viram uma grande oportunidade de emprego sair de suas mãos?
Será que elas não têm contas a pagar? Será que tem dinheiro sobrando no Banco?
E aquele amor puro e verdadeiro, será que elas nunca viram um ir embora, ou mesmo, será que já o encontraram?
A verdade é que estas pessoas têm a mesma vida que todas as outras. A diferença está no modo como elas enfrentam os seus problemas, as adversidades da vida.
Ser feliz é um dom, é sabedoria
É cair sempre que preciso
Mas levantar em seguida e acreditar no amanhã
É saber que a tristeza faz parte da vida
Mas ela serve para que saibamos valorizar os dias de alegria
É ter certeza que muitas vezes a queda é inevitável
Mas com garra e determinação nós encontramos forças para levantar
É ver um relacionamento terminar ou procurar alguém especial a vida toda
Mas saber recomeçar sempre, dar uma nova chance a cada novo encontro
É chorar quando tiver vontade
Mas aprender a sorrir em todos os outros momentos
É perder uma vez
Mas ter a consciência que a gente perde hoje para ganhar amanhã
É estar alegre por que
E ser feliz apesar de
Ser feliz é uma escolha
Faça a sua!
Assim acontece com todas as pessoas
A todo o momento fazemos escolhas, decidimos um caminho
O prato do dia, a roupa para vestir, o que vamos fazer no minuto seguinte
Nós temos a opção de escolher as pessoas com quem vamos conviver
A carreira que queremos seguir
Nós escolhemos os nossos amigos
Optamos por nossos objetivos
Lutamos por nossos sonhos
Porém, a maior escolha que fazemos é a de ser feliz
E esta, talvez, seja a escolha mais difícil
Superar as dificuldades
Vencer os momentos difíceis
Acreditar no amanhã
Ser forte apesar de tudo
Às vezes olhamos para algumas pessoas e desejamos sentir a mesma felicidade
Mas quem foi que disse que na vida destas pessoas só acontecem coisas boas?
Ou será que elas nunca perderam um ente querido?
Nunca viram uma grande oportunidade de emprego sair de suas mãos?
Será que elas não têm contas a pagar? Será que tem dinheiro sobrando no Banco?
E aquele amor puro e verdadeiro, será que elas nunca viram um ir embora, ou mesmo, será que já o encontraram?
A verdade é que estas pessoas têm a mesma vida que todas as outras. A diferença está no modo como elas enfrentam os seus problemas, as adversidades da vida.
Ser feliz é um dom, é sabedoria
É cair sempre que preciso
Mas levantar em seguida e acreditar no amanhã
É saber que a tristeza faz parte da vida
Mas ela serve para que saibamos valorizar os dias de alegria
É ter certeza que muitas vezes a queda é inevitável
Mas com garra e determinação nós encontramos forças para levantar
É ver um relacionamento terminar ou procurar alguém especial a vida toda
Mas saber recomeçar sempre, dar uma nova chance a cada novo encontro
É chorar quando tiver vontade
Mas aprender a sorrir em todos os outros momentos
É perder uma vez
Mas ter a consciência que a gente perde hoje para ganhar amanhã
É estar alegre por que
E ser feliz apesar de
Ser feliz é uma escolha
Faça a sua!
domingo, 5 de outubro de 2008
Vendaval
Um vendaval
Chegou sem avisar
Levantou poeira
E se foi...
No iníco apenas uma brisa anunciava a sua chegada
Um vento calmo que balançava levemente a folha da roseira do jardim
Um tempo tranquilo que despertava um sorriso
Que passava assobiando suavemente só para dizer que estava ali
Como carinho de namorado, tal qual cuidado de irmão
Um vento frio que refrescava
Um vapor que aquecia
Até que, inesperadamente,
As folhas começaram a circular em pleno ar
Já não se sentia o chão
Uma mudança de clima
O inconstante
E aquele ventinho ficou mais rápido
Era a calmaria se transformando em tempestade
E tudo ao redor começou a sentir a passagem de uma louca ventania
Que passou carregando tudo
Arrastando o que encontrou pela frente
Explorou os terrenos, bagunçando vidas inteiras,
Trouxe emoção, foi adrenalina
Invadiu o espaço e me carregou em seus movimentos
Duas massas de ar girando em sentidos opostos
Que se cruzaram, encontraram-se e sentiram-se como dois amantes
Em meio àquela confusão, a razão
Sem pensar no futuro e nem perder a esperança
Já se sabia que era mais uma ação da natureza
Um fenômeno passageiro
Em breve iria embora da mesma forma que veio
E assim se fez
O vento forte acalmou
Já não se ouve mais o assobio
Já não se sente mais o vento frio
Por todo lado vestígios daquele vendaval
Que misturou sentimentos
Despertou sensações
E ficou no passado
Deixando por todo canto as lembranças
De um vendaval que passou nesta vida.
Chegou sem avisar
Levantou poeira
E se foi...
No iníco apenas uma brisa anunciava a sua chegada
Um vento calmo que balançava levemente a folha da roseira do jardim
Um tempo tranquilo que despertava um sorriso
Que passava assobiando suavemente só para dizer que estava ali
Como carinho de namorado, tal qual cuidado de irmão
Um vento frio que refrescava
Um vapor que aquecia
Até que, inesperadamente,
As folhas começaram a circular em pleno ar
Já não se sentia o chão
Uma mudança de clima
O inconstante
E aquele ventinho ficou mais rápido
Era a calmaria se transformando em tempestade
E tudo ao redor começou a sentir a passagem de uma louca ventania
Que passou carregando tudo
Arrastando o que encontrou pela frente
Explorou os terrenos, bagunçando vidas inteiras,
Trouxe emoção, foi adrenalina
Invadiu o espaço e me carregou em seus movimentos
Duas massas de ar girando em sentidos opostos
Que se cruzaram, encontraram-se e sentiram-se como dois amantes
Em meio àquela confusão, a razão
Sem pensar no futuro e nem perder a esperança
Já se sabia que era mais uma ação da natureza
Um fenômeno passageiro
Em breve iria embora da mesma forma que veio
E assim se fez
O vento forte acalmou
Já não se ouve mais o assobio
Já não se sente mais o vento frio
Por todo lado vestígios daquele vendaval
Que misturou sentimentos
Despertou sensações
E ficou no passado
Deixando por todo canto as lembranças
De um vendaval que passou nesta vida.
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